Instalando uma rede NMEA 2000

NMEA2000O protocolo NMEA 2000 é o mais fácil de instalar e o mais usado. Algumas marcas de equipamentos como a Garmin, Lowrance, Simrad, trabalham com o NMEA 2000.

Algumas marcas de motores de popa também adotam o NMEA 2000, como a BRP (Evinrude) e a Mercury. A Mercury possui várias interfaces para ligar seus motores a redes NMEA 2000. Na pratica isto permite que você possa replicar a informação dos motores no seu chartplotter.

Para cada aparelho a ser instalado na rede, precisamos um conector “T” (Tipo Benjamin) que ligamos um no outro, e um cabo para ligar o conector T ao aparelho. A rede NMEA2000 precisa ser ligada a uma fonte de 12volts, através de um conector T e um cabo amarelo (Padrão). Recomendamos colocar um fusível e um interruptor nesta ligação.

Nas duas extremidades da rede precisamos conectar um terminador de rede, sem estes terminadores a rede não funciona.

A identificação dos aparelhos na rede costuma ser automática e intuitiva.

* O conteúdo deste post é de autoria e responsabilidade do autor. O Blog Pesca de Oceano não se responsabiliza pelo seu conteúdo.

Conhecendo os protocolos de rede

Conhecendo os protocolos de rede

NMEA183Um protocolo de conexão é um padrão estabelecido pela indústria para que diversos equipamentos de diferentes tipos e marcas possam interagir trocando informações entre eles.

Existem os protocolos definidos pela National Marine Electronics Association dos EUA (NMEA), entre eles o NMEA 183, mais antigo, o NMEA 2000, mais usado.

Cada fabricante de equipamento pode adotar na fabricação de seus equipamentos os protocolos que incorporara ao seu aparelho. Praticamente todos os fabricantes adotam o NMEA183, e alguns fabricantes além de adotarem algum protocolo NMEA também criam o seu próprio. Infelizmente este procedimento dificulta a interligação de aparelhos de diferentes marcas e força o usuário a ter que comprar o equipamento somente daquele fabricante. A ligação no padrão NMEA 2000 se faz através da ligação de conectores e cabos, no NMEA 183, através da emenda dos fios dos aparelhos de diversas cores.

SeaTalkng new network diagramNMEA2000

Marcelo De Agostini

Marcelo De Agostini

Marcelo De Agostini, 45 anos, construtor, é casado, possui 4 filhos, Guilherme 21 anos, Mario de 20 anos, Raphael 17 anos, Raphaela 16 anos, é proprietário da PESCADORA, uma Victory 245 com dois motores de 90HP Mercury, ano 2010. Navega no Rio de Janeiro, guarda seu barco no Marina Barra Clube no Rio de Janeiro / RJ.

Já possuiu outros barcos, o primeiro foi um de 15 pés, depois teve um bote SR12, passou para uma Marvel 19 pés, teve também uma fishing 19 pés, uma fishing 22 pés e agora tem a sua Victory 245.

Entrou no mundo Náutico desde os 6 anos de idade, iniciou indo para a lagoa de Maricá, aos 14 anos começou a mergulhar, 20 anos pescar embarcado, 25 começou a mergulhar, e hoje pratica pesca e mergulho.

  • Qual foi a maior distância percorreu a bordo de uma Victory?
    180 milhas.
  • Possui outros Hobbies?
    Sim, mergulho, gosta de Tênis e gosta de cozinhar.
  • Quais são os locais que você recomenda na sua região para um bom passeio?
    Angra dos Reis, Ilha Grande, Ilhas Cagarras e ilhas Tijuca.
  • Qual o tipo de pescaria preferida?
    Pescaria da época.
  • Qual tipo de isca preferida?
    Isca Viva.
  • Qual o peixe que você gosta de pescar?
    Olho de Boi, olhete, badejo.
  • Qual o peixe de sua preferência para comer
    Lírio.

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O que é o AIS?

AISAIS significa “Automatic Identification System” ou sistema de identificação automático.

Existem diversos tipos de equipamentos de AIS, os da classe A e B, recebem e transmitem informação através de radio frequência como a do radio VHF, os S-AIS, através de satélite.

Os AIS transmissores transmitem informações, tais como rumo, velocidade, posição, nome e bandeira da embarcação, etc…. Os aparelhos de AIS são obrigatórios na navegação comercial.

Os equipamentos são relativamente baratos comparados aos radares e podem ser instalados de forma simples. São do tamanho da palma da mão e ficam embutidos dentro do painel. Encontramos aparelhos receptores (Classe B), nos EUA a partir dos U$ 350.

Os AIS da classe B recebem e transmitem informação pelo sistema VHF. De acordo ao modelo, podem ser interligado ao radio VHF ou a uma antena de VHF independente. A ligação com o radio VHF é muito simples, a antena VHF é conectada ao AIS e o AIS ao radio VHF.

A ligação com o chartplotter/GPS é feito através de protocolos de rede. A rede NMEA 2000 é a mais simples no meu entender, se o seu chartplotter possuir este protocolo (Garmin, Lowrance, Simrad, etc…) basta adquirir os conectores de rede e plugar (leia: Instalando uma rede NMEA 2000). Um pouco mais complicado, no protocolo NMEA 183, a ligação se faz emendando fios do GPS ao AIS. Algumas marcas possuem protocolo próprio de rede como a Raymarine (seatalk).

O AIS é um opção barata para evitar colisão, em nevoeiros e na navegação noturna.

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AIS ou Radar?

Na pesca de oceano, é comum navegarmos a noite e com nevoeiro. Quem já não escutou a buzina de um navio no meio do nevoeiro!

O AIS (leia: O que é o AIS?) pode resolver em parte esta situação e de forma barata. Hoje em dia, a maior parte dos barcos que operam na navegação comercial possuem um AIS (Obrigatório). Com um AIS receptor podemos enxergar estas embarcações no nosso chartplotter e evitar uma colisão.

Já o radar além de detectar as mesmas embarcações pode também detectar objetos a partir de certo tamanho que estejam flutuando na água e possam oferecer perigo a nossa navegação.

Então, o que usar, Radar ou AIS? Se possível o ideal é usar os dois, mas na falta de orçamento o AIS é um aparelho que resolve em parte a questão de colisão e não custa caro se comparado a um radar. Sua instalação é fácil e pode ser feita pelo próprio proprietário.

Para enxergar as embarcações que não possuem AIS ou objetos flutuantes no mar, somente o bom e velho radar.

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