Regulamento do Tráfego Marítimo: R-LESTA, PART. 2

Regulamento do Tráfego Marítimo: R-LESTA, PART. 2

Regulamento do Tráfego Marítimo: R-LESTA, PART. 2

Cap. II – Da Navegação e Embarcações

Art. 3º – A navegação, é classificada como:

I – Mar Aberto:

A realizada em águas marítimas consideradas desabrigadas, podendo ser de:

  1. a) longo curso: a realizada entre portos brasileiros e estrangeiros;
  2. b) cabotagem : a realizada entre portos ou pontos do território brasileiro, utilizando a via marítima ou esta e as vias navegáveis interiores;
  3. c) apoio marítimo : a realizada para apoio logístico a embarcações e instalações em águas territoriais nacionais e na Zona Econômica Exclusiva , que atuem nas atividades de pesquisa e lavra de minerais e hidrocarbonetos;

II – interior :

a realizada em hidrovias interiores, assim considerados rios, lagos, canais, lagoas, baias, angras, enseadas e áreas marítimas consideradas abrigadas.

Parágrafo Único – a navegação realizada exclusivamente nos portos e terminais aquaviários para atendimento de embarcações e instalações portuárias é classificada como de apoio portuário.

RESUMINDO O ART. 3º DO R-LESTA:

Art. 4º – Cabe à Autoridade Marítima estabelecer os requisitos para homologação de Estações de Manutenção de Equipamentos de Salvatagem.

Art. 5º – A Autoridade Marítima poderá delegar competência para entidades especializadas, públicas ou privadas, para aprovar processos, emitir documentos, realizar vistorias e atuar em nome do Governo brasileiro em assuntos relativos à segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição ambiental.

COMENTÁRIO

A Autoridade Marítima Brasileira ( Ministro da Marinha ) através de delegação de competência determinou ao Diretor de Portos e Costa que:

I – elaborasse normas para :

. habilitação e cadastro dos aquaviários e amadores.

. tráfego e permanência das embarcações nas águas sob jurisdição nacional, bem como sua entrada e saída de portos, atracadouros, fundeadouros e marinas.

. realização de inspeções navais e vistorias.

. arqueação, determinação de borda livre, lotação, identificação e classificação das embarcações.

. inscrição das embarcações e fiscalização do Registro da propriedade marítima.

. registro e certificação de helipontos das embarcações e plataformas com vistas à homologação por parte do órgão competente.

. execução de obras, dragagens, pesquisa e lavra de minerais sob, sobre e às margens das águas sob jurisdição nacional, no que concerne ao ordenamento do espaço aquaviário e à segurança frente aos demais órgãos competentes.

. cadastramento e funcionamento das marinas, clubes e entidades desportivas náuticas, no que diz respeito à salvaguarda da vida humana e à segurança da navegação no mar aberto e em hidrovias interiores.

. aplicação de penalidades pelos Comandantes.

A INSPEÇÃO NAVAL fica na competência dos Comandantes de Distritos e/ou Áreas Navais que para tanto empregarão os meios subordinados e, complementarmente, qualquer outro meio da Armada. Convém mencionar ainda que os Comandantes de Distritos e/ou Áreas Navais poderão de acordo com o disposto no Art. 6º da LESTA, subdelegar aos municípios a fiscalização do tráfego de embarcações que ponham em risco a integridade física de qualquer pessoa nas áreas adjacentes às praias, quer sejam marítimas, fluviais ou lacustres.

Sobre o Autor:

Julio Cesar

Julio Cesar

Atuando na área náutica desde 1984 com vasta experiência em vários setores. Participou de comissão de regatas de todas as classes, inclusive regatas internacionais e Match Race. Foi mestre em equipes campeãs de pesca submarina, resgate em alto mar além de trabalhar na área comercial, entregas técnicas de grandes marcas, assessoria na compra e venda, treinamento de tripulação de grande porte. É capitão desde 2009 oferecendo cursos de rádio operador, aulas teóricas e práticas de navegação credenciado no Delareis. Hoje, proprietário da tradicional escola de cursos náuticos Galápagos oferecendo cursos teóricos e práticos para habilitações com média de 95% de aprovação de seus alunos e um dos melhores professores do ramo. Capitão Julio Cesar (Nº do certificado : 001/2014 – DELAREIS)

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POTENCIA MOTOR: 2 X 150HP – 4T

Regulamento do Tráfego Marítimo: R-LESTA

Regulamento do Tráfego Marítimo: R-LESTA

Regulamento do Tráfego Marítimo: R-LESTA

O QUE É R-LESTA

Pelo Decreto nº 2596 de 18 de maio de 1998 a LESTA FOI regulamentada pelo REGULAMENTO DE SEGURANÇA DO TRÁFEGO AQUAVIÁRIO EM ÁGUAS SOB JURISDIÇÃO NACIONAL revogando a partir de 9 de junho de 1998 o RTM (Regulamento do Tráfego Marítimo). Este novo regulamento passou a ser conhecido como R-LESTA.

Cap. I – Do Pessoal

Art. 1º – Os aquaviários constituem os seguintes grupos:

I – 1º Grupo – Marítimos:

Tripulantes (embarcações classificadas em mar aberto, apoio portuário e para a navegação interior nos canais, lagoas, baías, angras, enseadas e áreas marítimas consideradas abrigadas);

II – 2º Grupo – Fluviários:

Tripulantes (embarcações classificadas interior nos lagos, rios e de apoio portuário fluvial);

III – 3º Grupo – Pescadores:

Tripulantes (a bordo de embarcações de pesca);

IV – 4º Grupo – Mergulhadores:

Tripulantes ou profissionais não-tripulantes com habilitação certificada pela Autoridade Marítima (exercer atribuições diretamente ligadas à operação da embarcação e prestar serviços eventuais a bordo ligados às atividades subaquáticas);

V – 5º Grupo – Práticos:

aquaviários não-tripulantes (prestam serviços de praticagem embarcado);

VI – 6º Grupo – Agentes de Manobra e Docagem:

aquaviários não-tripulantes (manobram navios nas fainas em diques, estaleiros e carreiras).

Parágrafo Único – Os grupos de aquaviários são constituídos pelas categorias constantes do Anexo I a este Regulamento ( não apresentado).

Art. 2º – Os amadores constituem um único grupo com as categorias constantes do item 2 do Anexo I a este Regulamento. (não apresentado)

Sobre o Autor:

Julio Cesar

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Atuando na área náutica desde 1984 com vasta experiência em vários setores. Participou de comissão de regatas de todas as classes, inclusive regatas internacionais e Match Race. Foi mestre em equipes campeãs de pesca submarina, resgate em alto mar além de trabalhar na área comercial, entregas técnicas de grandes marcas, assessoria na compra e venda, treinamento de tripulação de grande porte. É capitão desde 2009 oferecendo cursos de rádio operador, aulas teóricas e práticas de navegação credenciado no Delareis. Hoje, proprietário da tradicional escola de cursos náuticos Galápagos oferecendo cursos teóricos e práticos para habilitações com média de 95% de aprovação de seus alunos e um dos melhores professores do ramo. Capitão Julio Cesar (Nº do certificado : 001/2014 – DELAREIS)

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PRIMEIROS SOCORROS / Parte 8

PRIMEIROS SOCORROS / Parte 8

PRIMEIROS SOCORROS / Parte 8

No post anterior falamos: Hipotermia e congelamento

Equipamento necessário para os primeiros socorros

 

O homem do mar é por sua própria natureza adaptável às circunstâncias e improvisador em muitas delas.

Poucos “equipamentos médicos” são necessários para um primeiro-socorro efetivo e a maioria dos itens necessários podem ser “achados” a bordo de uma forma ou de outra. Bandagens podem ser feitas de qualquer material limpo, preferencialmente absorvente, e talas podem ser facilmente improvisadas com remos, sarrafos, talas da velas, réguas paralelas etc… dependendo do uso que se precise para um acidente em particular.

É necessário que você lembre que a caixa de primeiros socorros não deve ter um “duplo papel” a bordo, ou seja, esparadrapos e bandagens, por exemplo, não são para remendar velas ou auxiliar o reparo da mastreação! 

Entendemos até que, na hora de uma “onça” o “primeiro-socorro” ao barco possa ser importantíssimo, mas o material médico deve ser preservado ao máximo.

Remédios tais como morfina, devem ser mantidos muito bem quardados, no mínimo, para você evitar confusões e tornar seu emprego simples e seguro quando necessário. Os remédios mencionados aqui são facilmente encontrados nas farmácias de qualquer lugar do mundo.

Caixa de primeiros socorros

 

Antibióticos

Usados em infecções. São geralmente adequados aqueles de largo espectro para cobrir a maioria das bactérias. Devem ser usados conforme recomendado nas bulas e por um mínimo de 5 dias.

Analgésicos

Existe uma diversidade deles que vão desde a aspirina até a morfina com efeitos colaterais diferentes.  Podem ser em tabletes, injeções ou gotas ou mesmo cremes ou gelatinas para uso externo.

Anti-Enjôo

Preferencialmente stugeron ( cinnarizine ). É melhor tomar um tablete um dia antes da viagem e depois, durante ela, um a cada seis horas. Tenha também supositórios anti-enjôo pois certas pessoas não conseguem reter nada no estômago.

Miscelânea

Tenha a bordo:

  • Colírios Miscelânea
  • Tintura de iodo/mercúrio cromo
  • Creme anti-séptico
  • Pílulas anti-ácidas
  • Filtros solares
  • Anti-alérgicos
  • Antitérmicos
  • Pomadas contra queimaduras
  • Anti-diarréicos

Material Diverso:

  • Esparadrapo
  • Adesivos a prova de água
  • Algodão
  • Cotonetes
  • Álcool
  • Gaze esterilizada não adesiva
  • Termômetro

IMPORTANTE 

  • A Caixa de primeiros socorros deve ser estanque a água.
  • A Caixa de primeiros socorros deve ser tão mais completa quanto mais extensa for sua viagem.
  • Mantenha os remédios dentro dos prazos de validades.

Sobre o Autor:

Julio Cesar

Julio Cesar

Atuando na área náutica desde 1984 com vasta experiência em vários setores. Participou de comissão de regatas de todas as classes, inclusive regatas internacionais e Match Race. Foi mestre em equipes campeãs de pesca submarina, resgate em alto mar além de trabalhar na área comercial, entregas técnicas de grandes marcas, assessoria na compra e venda, treinamento de tripulação de grande porte. É capitão desde 2009 oferecendo cursos de rádio operador, aulas teóricas e práticas de navegação credenciado no Delareis. Hoje, proprietário da tradicional escola de cursos náuticos Galápagos oferecendo cursos teóricos e práticos para habilitações com média de 95% de aprovação de seus alunos e um dos melhores professores do ramo. Capitão Julio Cesar (Nº do certificado : 001/2014 – DELAREIS)

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PRIMEIROS SOCORROS / Parte 7

PRIMEIROS SOCORROS / Parte 7

PRIMEIROS SOCORROS / Parte 7

No post anterior falamos: Técnicas de reanimação 

Hipotermia e congelamento

Hipotermia é o termo dado a uma condição em que o corpo humano tem sua temperatura abaixada para menos de 35ºC ( 95ºF ) quando as funções normais do corpo ficam prejudicadas.

Causa:

A causa mais comum entre navegantes é a imersão na água do mar ou a exposição a um ar frio, principalmente quando em uma balsa de salvamento. Em um meio ambiente frio a produção de calor do corpo normalmente aumenta em um esforço para contrabalançar a perda de calor porém se a “rate” de perda de calor exceder a “rate” de produção é claro que a temperatura do corpo cairá e a hipotermia poderá surgir.

A “rate” de perda de calor é muitas vezes maior na água que no ar.  A “rate” de perda de calor variará dependendo da diferença entre a temperatura do corpo e a da água.

Importante:

Mesmo em águas tropicais uma pessoa poderá morrer de hipotermia caso fique dentro da água por um período considerável de tempo. Em locais de águas frias a morte por hipotermia poderá, inclusive ocorrer em menos de uma hora.   Além disso a morte por afogamento é uma frequente conseqüência da fraqueza causada pela hipotermia e que ocorrerá antes de morte por hipotermia propriamente dita. 

De uma forma geral todos os mares do mundo possuem temperatura que podem ser classificadas como as de um ambiente frio.

Mudança da temperatura do corpo durante imersão em água fria e sinais e sintomas encontrados nas várias temperaturas.

Reconhecimento da hipotermia

A hipotermia deve sempre ser suspeitada quando alguém é resgatado do mar. Os três estágios da hipotermia estão representados no gráfico acima. 

Deve ser observado que o estágio de torpor pode levar a um estado comatoso que é muito difícil de ser distinguido da morte. O acidentado está inconsciente, não existem reflexos e as pupilas estão dilatadas.   A “rate” de respiração é muito baixa com cerca de dois ou três movimentos por minuto. O pulso é imperceptível e as batidas do coração não conseguem ser ouvidas mesmo que com uma estetoscópio. A condição aparente é de morte porém, o critério usado para se caracterizar a morte não é estritamente seguido em caso de hipotermia. 

De uma forma geral os sobreviventes com capacidade de raciocinar e capazes de contar suas experiências, embora tiritando quase que dramaticamente,  necessitam  apenas   que   se  removam  todas  as  vestes molhadas e que elas sejam substituídas por roupas secas ou cobertores.

Bebidas quentes e descanso em um ambiente aquecido  (não excedendo a 22ºC= 72ºF- temperatura normal de um espaço abrigado) são também recomendados.

Morte por hipotermia

A morte por hipotermia é por isso definida como a dificuldade de se ressuscitar um acidentado reaquecendo-o. Ela dependerá é claro, das condições físicas do acidentado e dos recursos disponíveis na ocasião.

Importante:

Devemos ter sempre em mente que, mesmo sobreviventes conscientes podem ter um colapso e se tornarem inconscientes logo depois de serem resgatados. Eles, nesse caso, devem ser colocados na posição de restabelecimento e não poderão ficar desassistidos.  

Na maioria dos casos graves, quando o sobrevivente não está tremendo porém está semiconsciente, desacordado ou aparentemente morto, um reaquecimento é essencial. 

Nunca tente reaquecer a vítima de forma rápida por imersões em água quente, exceto se for determinação médica expressa.

Hipotermia – medidas para a preservação da vida 

  • Após o resgate verifique imediatamente a respiração da vítima e seu batimento cardíaco.  Se a vítima não estiver respirando, assegure-se que as vias respiratórias estão livres e inicie imediatamente a respiração artificial.
  • A tentativa de ressuscitamento deve ser feita até a chegada de auxílio médico adequado, ou pelo menos durante 30 minutos.
  • Prevenir uma perda adicional de calor devido a evaporação ou exposição ao vento.
  • Não massageie os membros da vítima.
  • Evite mexer desnecessariamente a vítima, principalmente ao retirar dela as roupas molhadas.
  • Envolva a vítima em um saco de dormir ou cobertores ( ou, se possível em dois ).   Os cobertores não devem ser aquecidos e é importante que a cabeça da vítima fique coberta porem não sua face.
  • Coloque a vítima em um espaço não muito quente.
  • Nunca tente dar qualquer bebida pela boca a um acidentado desacordado.   Se a vítima estiver consciente nunca lhe dê bebida alcoólica, café ou chá.
  • Se a vítima estiver desacordada coloque-a na posição de restabelecimento, se possível com a cabeça levemente mais baixa que os pés, e cumpra os procedimentos já descritos.
  • Se a vítima estiver consciente deve lhe ser dado uma bebida quente, não alcoólica.
  • Em uma balsa salva-vidas os sobreviventes hipotérmicos devem ser postos entre os ocupantes em melhor estado de forma a permitir, tanto quanto possível, uma transparência de calor desses para aqueles. 

Congelamento

É o dano causado aos tecidos de uma extremidade do corpo pelo frio. Geralmente as partes atingidas são:  as mãos os pés ou o nariz.

Síntomas:

  • Inicial  – dor ardente que pode ser muito forte;
  • Posterior – o entorpecimento aumenta com o endurecimento e “azulamento” da parte atingida.

Importante:

  • Não esfregue os tecidos.
  • Não aqueça o local atingido a mais de 44ºC, uma temperatura maior causará danos ao tecido já fragilizado.
  • Faça uma verificação geral sobre possíveis sintomas de hipotermia.

 

Sobre o Autor:

Julio Cesar

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PRIMEIROS SOCORROS / Parte 6

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No post anterior falamos: Insolações ou Intermações

Respiração artificial

É a técnica de reanimação aplicável a um indivíduo inconsciente que deixou de respirar. A bordo de uma embarcação a respiração artificial é utilizada em casos de afogamento, choque elétrico, gases tóxicos e compressão torácica devido a acidente.

Se a respiração tiver parado, a respiração artificial deve ser imediatamente iniciada no próprio local, exceto se a vítima se encontrar num local perigoso ou exposto a gases tóxicos; nestas duas ventualidades é necessário proceder primeiramente ao seu transporte para um local seguro ou para o ar livre.

IMPORTANTE

A finalidade da respiração artificial é fornecer aos tecidos e em especial ao coração a ao cérebro o oxigênio que lhes falta; deve prosseguir durante bastante tempo, visto que a vítima só se reanima, por vezes, depois de longo período.

Não pare com a respiração artificial, senão depois da chegada de socorro médico adequado, ou de ter certeza absoluta de que a morte correu.

Método de respiração artificial

Apesar de existirem vários métodos, somente apresentaremos os dois mais usados:

  • Boca a Boca com massageamento cardíaco.
  • Holger-Nilsen

Método boca a boca com massageamento cardíaco

Tal método deve ser sempre aplicado quando de uma parada cardíaca repentina em um indivíduo aparentemente normal.  O método deve ser executado, preferencialmente, por duas pessoas: uma responsável pela primeira fase da respiração (boca e boca) e a outra pelo massageamento cardíaco.

IMPORTANTE

  • Coloque o paciente sobre superfície dura.
  • Verifique se não há pulso no pescoço.
  • Posicione-se em relação ao paciente.
  • Evite esforços desnecessários, use o peso do seu próprio corpo.
  • Faça pressão sobre o terço inferior do externo.
  • Encaixe bem seus cotovelos, não deixando seus braços fazerem ângulos.
  • 10 pressões para 2 respirações, se sozinho.

Instruções:

Boca a Boca

  • Deitar o paciente de costas em superfície plana e dura.
  • Desobstrua a boca e a garganta do paciente, sem o que não chegará ar a seus pulmões.
  • Ajoelhe-se ao lado do paciente, próximo a cabeça. Com uma das mãos suporte o pescoço, com a outra tape-lhe as narinas.  Isto fará com que a cabeça caia para trás desobstruindo as vias aéreas, que estavam fechadas pela língua.

Massageamento cardíaco

  • Verifique se não há pulso no pescoço.
  • Coloque o paciente sobre superfície dura.
  • Aperte com força o externo uma vez com a parte arredondada da mão.
  • Aplique pressão com os braços retos de forma a produzir um movimento para baixo e para cima de 60 a 80 vezes por minuto.
  • Alterne a massagem com a respiração, a uma razão de cinco pressões para uma respiração.
  • As pupilas devem ser checadas para ver se cessaram de aumentar (caso tenha ocorrido a morte).

Ritmo

  • Com duas pessoas, para cada soprada, deve haver cinco massageamentos cardíacos. Este ritmo deve se repetir por tempo indeterminado.
  • Com apenas uma pessoa, o método se complica, pois forçosamente o socorrista deverá procurar uma posição na qual se canse menos e faça as duas coisas. Neste caso a melhor posição será ajoelhar ao lado do paciente. Sopre duas vezes e faça dez massageamentos cardíacos.

Sobre o Autor:

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