Combate a incêndio – Parte 4

Combate a incêndio – Parte 4

Na Parte 3 de Combate a incêndio, você aprendeu sobre os Agentes Extintores. Chegou a hora de você conhecer as Medidas preventivas contra incêndios a bordo…

Estas são algumas das várias causas de incêndios a bordo:

  • Fumar em locais não apropriados.

  • Trapos embebidos em óleo ou graxa deixados em locais aquecidos.

  • Serviços de solda elétrica e oxi-acetileno.

  • Uso de ferramentas manuais ou elétricas em tanques não devidamente desgaseificados.

  • Acúmulo de gordura nas telas e dutos da cozinha.

  • Descuidos com lâmpadas desprotegidas.

  • Recipientes com líquidos inflamáveis voláteis destampados.

  • Vazamentos em redes de óleo combustível ou lubrificante.

  • Equipamentos elétricos, mal instalados ou com sobrecarga.

  • Material inflamável armazenado indevidamente.

* O conteúdo deste post é de autoria e responsabilidade do autor. O Blog Pesca de Oceano não se responsabiliza pelo seu conteúdo.

Combate a incêndio – Parte 4

Combate a incêndio – Parte 3

Na Parte 2 de Combate a incêndio, você aprendeu sobre a classificação dos incêndios. Chegou a hora de você conhecer os Agentes Extintores…

Agentes Extintores

Os agentes extintores são:
• Água • Espuma • CO2 (Gás carbônico) • Pó químico

Nas embarcações, esses agentes extintores são encontrados em redes de incêndio, sistemas fixos de extinção e em extintores portáteis.

Água

Utilizada para incêndios das classes A e B. Não deve ser utilizada em incêndios das classes C e D.

 

Espuma

Utilizada para incêndios das classes A e B. Não deve ser utilizada em incêndios das classes C e D.

 

CO2

Pode ser utilizado em incêndios das classes A, B e C. Não deve ser utilizado para incêndios da classe D.

Pó químico

O pó químico pode ser utilizado para incêndios das classes A, B e C. Nos incêndios da classe D, poderá ser utilizado um pó químico seco, sem umidade, específico para determinados metais combustíveis.

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Combate a incêndio – Parte 4

Combate a incêndio – Parte 2

Na Parte 1 de Combate a incêndio, você aprendeu sobre os componentes de fogo; combustível, comburante, calor. Chegou a hora de você conhecer a Classificação dos incêndios…

1.2 Classificação dos incêndios

Os incêndios são classificados em quatro classes: A, B, C, D.

Classe A – Materiais sólidos inflamáveis.

Exemplos: Madeira, papel, etc.
Os combustíveis da classe “A” são identificados por um triângulo verde com a letra “A” no centro.

Classe B – Líquidos inflamáveis.

Exemplos: Gasolina, álcool, etc.
Os combustíveis da classe “B” são identificados por um quadrado vermelho com a letra “B” no centro.

Classe C – Equipamentos elétricos energizados.

Exemplos: Quadros elétricos, motores elétricos, etc.
Os combustíveis da classe “C” são identificados por um círculo azul com a letra “C” no centro.

Classe D – Metais combustíveis.

Exemplos: Magnésio, titânio, etc.
Os combustíveis da classe “D” são identificados por uma estrela amarela de cinco pontas com a letra “D” no centro.

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Combate a incêndio – Parte 4

Combate a incêndio

Para aprendermos a combater o fogo, precisamos conhecê-lo muito bem.

Fogo – É uma reação em cadeia de três elementos que produz luz e calor. Os três elementos que produzem o fogo são: combustível, comburente e calor.

1.1 Componentes do triângulo do fogo
O fogo pode ser representado por um triângulo, a cujos lados são associado os componentes já citados: combustível, comburente e calor. Para existir o fogo é necesssário que os três componentes estejam presentes, assim como para o triângulo existir são necessários os seus três lados.

a) Combustível

É tudo aquilo capaz de entrar em combustão, ou seja, é tudo que pode pegar fogo. Os combustíveis são classificados, quanto ao estado físico, em sólidos, líquidos e gasosos:

• Sólidos: Madeira, papel, plástico, etc.
• Líquidos: Gasolina, álcool, óleo, diesel, etc.
• Gasosos: Gás de cozinha, gás utilizado nos automóveis, etc.

Quanto à volatilidade, os combustíveis podem ser:
• Voláteis: Não necessitam de aquecimento para desprenderem vapores inflamáveis. Exemplo: gasolina, éter, etc.
• Não Voláteis: Precisam de aquecimento para desprenderem vapores inflamáveis. Exemplo: madeira, tecido, etc.

b) Comburente

O comburente é o oxigênio que existe no ar atmosférico; o percentual de oxigênio no ar atmosférico é de 21%. Além de oxigênio o ar contém 78% de nitrogênio e 1% de outros gases. Com maioria dos combustíveis, não haverá combustão se o percentual na mistura gasosa contiver menos que 16% de oxigênio. O carvão é uma das exceções, queima com 9% de oxigênio.

c) Calor

A temperatura de ignição é a quantidade de calor necessária para que os vapores do combustível entrem em combustão.

Um combustível entra em combustão espontaneamente quando seus vapores atingem a temperatura de ignição. Podemos concluir que para haver combustão precisamos dos três componentes: combustível, comburente e temperatura de ignição.

Os três lados do triângulo reunidos produzem o fogo. Para extinguirmos um incêndio, precisamos atacar pelo menos um dos lados do triângulo. Ao retirarmos um dos três elementos do triângulo do fogo, automaticamente estaremos extinguindo a combustão, ou seja, o incêndio.

Atualizado: Clique aqui para ler a parte 2 sobre Combate a incêndio

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Aproximando – se da vítima

Se você está em uma lancha, poderá se aproximar lentamente da vítima deixando-a por sotavento de acordo com seu julgamento.
Se você estiver em um veleiro a manobra de “Homem ao Mar” é guinar para barlavento e continuar guinando executando um círculo que fará com que o barco fique a barlavento da pessoa que está na água.

BARLAVENTO OU SOTAVENTO ?

BARLAVENTO
VANTAGENS

– Cria um “abrigo ” para o náufrago.
– fácil de se atirar uma retinida ou uma bóia.
– melhor posição para que um nadador possa recuperar a vítima.

DESVANTAGENS

– Ação das ondas pode subitamente atirar um barco sobre a vítima com resultados certamente desastrosos.
– Um barco de deriva muito acentuada pode puxar a vítima para baixo dele.

SOTAVENTO

VANTAGENS

– A vítima está protegida contra um deslocamento indesejável do barco.
– Aproximação suficiente da vítima para apanh’á-la.

DESVANTAGENS

– Ação das ondas pode a tirar a vítima contra o barco.
– Dificuldade de permanecer a sotavento.
– O barco pode derivar rapidamente se afastando muito da vítima
– Dificuldade de lançar uma retinida ou uma bóia contra o vento para a vítima.
– Se a vítima estiver inconsciente ou ferida um nadador terá contra si as ondas dificultando que chegue a vítima.

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O que você deve saber se cair ao Mar

Tão importante quanto você adquirir a habilidade necessária para resgatar uma pessoa que tenha caído ao mar é o seu conhecimento de como ajudar a você mesmo se você for a vítima.

Se você cair na água:

– Mantenha vestidas as suas roupas, inclusive sapatos ( só os tire se estiverem muito pesados ). Remova todo e qualquer objeto pesado dos bolsos de sua roupa.
– Se você puder se manter flutuando com a barriga para cima sem maior esforço, faça isso o que lhe poupará energias. Só bata as pernas e braços quando necessário.
– Enquanto sinalizando por socorro ou esperando um recolhimento fique em uma posição ereta movendo seus braços para trás e para frente e usando as pernas. Porem, não esqueça : quanto mais você se movimentar
em água fria, mais rapidamente a temperatura do seu corpo cairá e, mais rapidamente a hipotermia se instalará
– Em águas quentes, conserve sua energia usando a técnica de “mergulhar o rosto” (chamada de “flutuação de sobrevivência”). Cada movimento deve ser feito lenta e tranqüilamente.
– Cada segundo conta. Logo que receber um cabo de resgate amarre-o rapidamente em torno do seu peito usando preferencialmente um lais de guia.
– Quando o barco de resgate se aproximar mantenha-se afastado tanto de sua proa quanto de sua popa.
– Quando tentando subir a bordo não se afobe; é importante saber usar a energia que lhe resta.
– Mesmo sendo ótimo nadador, não tente nadar para alcançar o barco em movimento. Você não conseguirá e ficará esgotado. Mantenha suas forças e se concentre em ficar na superfície.

– Com sua boca acima da superfície da água, prenda a respiração e ponha seu rosto na água deixando seus braços e pernas “balançando” por muitos segundos. Então, volte sua cabeça para trás de forma que a boca fique novamente acima da superfície da água, o suficiente para você exalar. Nesse momento junte os braços para baixo e traga suas pernas juntas para cima. tome outra respiração e repita o ciclo.

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