ÂNCORAS – o efeito das forças da natureza

ÂNCORAS – o efeito das forças da natureza

O maior dos efeitos é o do VENTO que produz uma força média de 150 kg sobre um barco de 12 m (40’) quando com uma intensidade de cerca de 20 nós.  Mesmo que sem vento, se tivermos uma CORRENTE de aproximadamente 5 nós, o esforço sobre o mesmo barco será também de 150 kg.  Temos ainda a considerar as ONDAS.  Elas tendem a ser cíclicas o que resulta em PICOS DE ESFORÇO relativamente fortes.

Isso significa que sempre que tivermos:

– Barcos com muita “VELA”, ou seja, muitas superestruturas, como é o caso de lanchas com “FLYING BRIDGES” (TIJUPÁ) e de veleiros em geral devido à presença de mastro (s), e ou:

– Barcos que costumam fundear em locais ventosos.

ATENÇÃO:

A força do VENTO sobre um objeto varia a grosso modo com o quadrado de sua velocidade (ex.:  a força de um vento de 20 nós é 4 vezes maior que a força de um vento de 10 nós).

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ÂNCORAS – Quais as características de uma boa âncora

ÂNCORAS – Quais as características de uma boa âncora

  • Poder ser largada rapidamente e reposicionada se o vento e a corrente se modificarem;
  • Segurar bem em todos os tipos de fundo: areia, lodo, cascalho, pedras, corais, etc…
  • Resistir a elevados esforços em qualquer parte de sua estrutura;
  • Poder ser solta do fundo com facilidade e sem avarias;
  • Poder ser guardada adequadamente sobre o convés, em um paiol ou mesmo em um escovem.

QUE TAMANHO DE ÂNCORA PRECISAMOS?

Quanto maior, melhor, é a resposta certa, desde que respeitando certa proporcionalidade entre TAMANHO (peso) e DESLOCAMENTO do barco.

Embora âncoras leves e pequenas possam ter ótimo desempenho em condições normais de fundo e de fundeio, elas possivelmente não “UNHARÃO” em fundos duros ou se entortarão quando submetidas a esforços provenientes do giro do barco.  Assim, achamos que, independentemente do tipo de barco, âncoras tipo “patas” com menos de 10 kg (20 Lbs) e âncoras tipo “arado” com menos de 17,5 kg (35 Lbs) não devem ser usadas.

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ÂNCORAS – Como elas trabalham?

ancora-ferroAs âncoras, comumente chamadas de “Ferro” são peças de aço de forma especial e com um peso adequado ao deslocamento das embarcações e que desempenham o importante papel de mantê-las firmes em um fundeadouro longe de pedras, arrebentações ou outros perigos.

 

As âncoras se “enterram” no leito do mar para segurar um barco em determinada posição.  Quando uma âncora penetra na superfície do leito do mar, a sucção criada pela qualidade do fundo, mais o peso da própria âncora e o material acima dela (a amarra) criam uma resistência.  Quando o barco “PORTA” (puxa) pela amarra a âncora tende a se enterrar mais criando, pois uma resistência ainda maior.

Esta resistência que passaremos a chamar de “PODER DE UNHAR” (capacidade de segurar) em uma âncora moderna é formidável ficando entre 10 a 200 vezes o seu peso em FUNDOS DE AREIA.

Isso significa que uma âncora de apenas 2,5 kg. (5 libras) poderá suportar um esforço em torno de 500 kg. (1000 libras).

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Movimentos da embarcação no mar agitado parte 8

OUTRAS TERMINOLOGIAS

  • FUNDO: Parte inferior do barco.
  • BUEIRO: Serve para esgotar a água embarcada.
  • VERDUGO: Proteção no costado da embarcação.
  • CROQUE: Peça que serve para recolher objeto na água ou para puxar ou empurrar a embarcação para o cais.
  • BARLAVENTO: Lado ou direção de onde entra o vento.
  • DEFENSAS: Acessório para defender a embarcação quando atracada ou a contra bordo.
  • SOTAVENTO: Lado ou direção para onde vai o vento.
  • ORÇAR: Aproximar a proa do barco da direção que o vento sopra.
  • ARRIBAR: Afastar a proa do barco da direção que o vento sopra.

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Movimentos da embarcação no mar agitado parte 7 (alquebramento)

ESFORÇOS ESTRUTURAIS PRINCIPAIS

Todo barco é solicitado em cada ponto pelo excesso de peso ou, pelo excesso de empuxo e pode haver em uma grande extensão, no sentido do comprimento, um desequilíbrio entre o peso do navio e o empuxo da água deslocada.  Tais esforços de flexão no sentido do comprimento tendem a estabelecer, no casco, deformações chamadas de ALQUEBRAMENTO e de TOSAMENTO (ou contraalquebramento).

ALQUEBRAMENTO (Crista da Onda) 

No alquebramento, as chapas de fundo, ficam comprimidas e as chapas do convés, ficam tracionadas.

 

TOSAMENTO (Cavado da Onda) 

No tosamento, as chapas de fundo, ficam tencionadas e as chapas do convés, ficam comprimidas.

 

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Movimentos da embarcação no mar agitado parte 6 (borda livre)

BORDA LIVRE

Para lograrmos uma boa estabilidade é fundamental termos uma Borda Livre adequada.  Como já sabemos, a Borda Livre é a distância entre a linha de flutuação e o convés principal do barco.  Se a borda da embarcação submerge quando o barco se inclina, o perigo de soçobrar (emborcar) é muito grande.

 

RESERVA DE FLUTUABILIDADE

Se excedermos a lotação máxima ou o peso máximo de carga, a Reserva de Flutuabilidade diminuirá.  Além de estarmos comprometendo as qualidades náuticas da embarcação, estaremos comprometendo seriamente sua segurança.

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