RIPEAM – Situações de navegação barcos à vela

RIPEAM – Situações de navegação barcos à vela

Situações de navegação barcos à vela

Vento soprando de bordos diferentes

Quando cada uma das embarcações tiver o vento soprando de bordos diferente – a embarcação que recebe o vento por bombordo deverá se manter fora do caminho da outro (se a sua embarcação está com retranca a BE quem manobra é você).

Vento soprando pelo mesmo bordo

Quando ambas as embarcações tiverem o vento soprando do mesmo bordo – a embarcação que estiver a barlavento deverá se manter fora do caminho da que estiver a sotavento ( a lógica desta regra é que a sotavento o barco poderá ter o vento “bloqueado” o que restringirá sua habilidade para manobrar).

Vento a bombordo

Quando uma embarcação com o vento a bombordo avistar outra embarcação a barlavento e não puder determinar com segurança se a outra embarcação recebe o vento por bombordo ou por boreste ela deverá se manter fora do caminho dessa embarcação.

OBSERVAÇÕES

BARLAVENTO – bordo de “onde vem” o vento.

SOTAVENTO – bordo por “onde sai” o vento.

Em barco à VELA dizemos:

  • ORÇAR – fazer a PROA se aproximar da linha do vento.
  • ARRIBAR – fazer a PROA se afastar da linha do vento.
  • Um barco está VELEJANDO com AMURAS A BOMBORDO quando sua retranca está para BORESTE e AMURAS A BORESTE quando a retranca está para BOMBORDO.
  • Navegando à BOLINA quando o vento vem pela AMURA;
  • Navegando a UM LARGO quando ele sopra pelo TRAVÉS e
  • Navegando pela POPA quando ele entra pela POPA.

OBSERVAÇÃO

Se couber a você MANOBRAR faça-o de maneira ampla e o mais cedo possível, a fim de ficar bem safo da outra embarcação.

Em qualquer situação uma embarcação é a MANOBRADORA e a outra é a PREFERENCIADA.

Mesmo que você seja a PREFERENCIADA, se houver risco de colisão e lhe parecer que a manobradora não manobrou apropriadamente, manobre você mesmo.

Condução de embarcações em visibilidade restrita

  • Navegue com uma VELOCIDADE prudente.
  • Tenha as MÁQUINAS prontas a manobrar imediatamente.
  • REDOBRE a vigilância VISUAL/AUDITIVA.
  • Operando RADAR calcule sempre que detectar outra embarcação se há risco de colisão.
  • Em caso de NECESSIDADE quebre o seguimento parando sua embarcação.
  • NEVEGUE com extrema cautela até que passe o PERIGO DE COLISÃO.

Evite

  • Guinar para BB se outra embarcação está no setor de ante-a-vante do través, exceto se ela for a ALCANÇADORA em uma ULTRAPASSAGEM.
  • Guinar em DIREÇÃO a outra embarcação que se encontra no setor de trave para ré.
* O conteúdo deste post é de autoria e responsabilidade do autor. O Blog Pesca de Oceano não se responsabiliza pelo seu conteúdo.

RIPEAM – Situações de navegação barcos à motor

Situações de navegação barcos à motor

RODA A RODA

Duas embarcações se aproximando em rumos diretamente opostos ou quase diretamente opostos, em condições que envolvem risco de colisão – cada uma deverá guinar para boreste.

RUMOS CRUZADOS

Quando duas embarcações a propulsão mecânica navegam em rumos que se cruzam – a embarcação que avistar a outra por boreste deverá se manter fora do caminho dessa.

ULTRAPASSAGEM

Toda embarcação que esteja ultrapassando outra deverá manter-se fora do caminho dessa outra – Considera-se como ultrapassagem toda embarcação que se aproximar de outra vinda de uma direção de mais de 22º,5 para ré do través dessa última.

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RIPEAM – Esquemas de Separação de Tráfego

Esquemas de Separação de Tráfego

Sempre relacionados com aproximação (entrada e saída) de portos de grande movimento. Quando existentes constam das cartas náuticas com os detalhes necessários.

Condução de Embarcação no Visual de uma outra

As regras a seguir apresentadas se aplicam a embarcações no visual uma da outra, ou seja, quando uma pode ver a outra.

Antes de passarmos a apresentação das regras, devemos mostrar dois termos que são muito utilizados para diferenciar uma embarcação que se “encontra” com a outra:

MANOBRADORA

É aquela embarcação que não tem preferência de passagem, ou seja, é a embarcação que tem que tomar uma ação necessária a ficar fora do caminho da outra;

PREFERENCIADA

É aquela embarcação que tem o direito de passagem, ou seja é aquela que em um “encontro” pode prosseguir se necessidade de tomar nenhuma ação.

Regras Gerais de Preferência (Direito de Passagem)

Exceto para certas embarcações específicas – tais como, em canais restritos, ou em um esquema de separação de tráfego ou no caso de embarcações alcançadoras – todos os barcos podem ser “classificados” em uma espécie de “ordem de prioridade” entre eles como podemos ver pelos quadros que se seguem.

Responsabilidade entre Embarcações

01 – Propulsão Mecânica

02 – Á Vela

03 – Engajada na Pesca

IMPORTANTE

– Se você tem que dar o direito de passagem para outra embarcação você deve o mais cedo possível, tomar uma ação clara e substancial para manter-se bem afastado (MANOBRADORA).

– Se você tem o direito de passagem sua ação inicial é manter seu rumo e sua velocidade (PREFERENCIADA).

– Se parecer que a embarcação manobradora não tomou, ou tomou uma ação insuficiente para manter-se fora do seu caminho, então você poderá tomar sua própria ação para evitar ou tentar evitar uma “colisão”.

– Isso não desobriga sob nenhuma circunstância que a embarcação MANOBRAORA fique fora do seu caminho.

NÃO ESQUEÇA

– Se você NÃO é uma embarcação sem governo ou com capacidade de manobra restrita deverá não atrapalhar a passagem segura de uma embarcação restrita devido ao seu calado.

– Uma embarcação restrita devido ao seu calado deverá navegar com cuidado redobrado, levando em conta suas condições especiais.

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RIPEAM – Risco de Colisão

RIPEAM – Risco de Colisão

Risco de Colisão

Haverá risco de colisão sempre que:

  • A marcação for constante e
  • A distância estiver diminuindo

Em caso de dúvida considere haver risco de colisão

Manobras para Evitar Colisão

  • Manobra franca e positiva, o que, normalmente, significa dizer: altere o rumo de maneira ampla. Varie a velocidade para mais ou para menos de maneira sensível.
  • Manobre com bastante antecedência. Nunca espere o último momento.
  • Se necessário, pare suas máquinas, ou mesmo, inverta-as para cortar seu seguimento.

Canais Estreitos

  • Procure se manter tão próximo quanto possível e seguro da margem a seu boreste.
  • Embarcações de menos de 20 metros ou a vela não deverão atrapalhar a passagem de outra embarcação de maior porte e, portanto com possíveis restrições de manobra em função do calado e da profundidade do local.
  • Embarcações engajadas na pesca não deverão atrapalhar a passagem de qualquer outra embarcação.
  • Cuidado para quando cruzar um canal ou via de acesso, não atrapalhar outras embarcações.
  • Quando for ultrapassar use o apito e espere a resposta da outra embarcação.
  • Manobre com cuidado e segurança.
  • Em curvas use o sinal apropriado de apito. Tenha atenção e cuidados redobrados.
  • Só fundeie em canais estreitos se assim as circunstâncias exigirem.
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RIPEAM – Regras de Governo e de Navegação

RIPEAM – Regras de Governo e de Navegação

Aplicação

As presentes regras se aplicam em qualquer condição de visibilidade:

Vigilância

Toda embarcação deverá manter permanente e apropriada vigilância visual e auditiva e usar adequadamente às circunstâncias e conduções existente os meios disponíveis a fim de obter inteira apreciação da situação e de eventuais riscos de colisões.

Velocidade

Toda embarcação deverá navegar permanentemente a uma velocidade segura, o que significa: ter a embarcação a possibilidade de adotar uma opção apropriada e eficaz para evitar uma colisão, inclusive poder ser parada a uma distância segura se necessário for.

A Velocidade de segurança é função

  • Do grau de visibilidade
  • Da densidade do tráfego local
  • Da capacidade de manobra e distância de parada da embarcação
  • À noite, da presença de luzes
  • Do estado do mar, do vento e das correntes
  • Da proximidade de perigos à navegação
  • Do calado da embarcação em relação à profundidade local
  • Quando com radar, de suas possibilidades e limitações.

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RIPEAM – Definições Gerais

RIPEAM – Definições Gerais

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Embarcação

A palavra designa qualquer engenho ou aparelho, inclusive veículos sem calado (hovermarines, hovercrafts, hidrofólios, etc…) e hidroaviões, usados ou capazes de serem usados como meio de transporte sobre a água.

Embarcação de Propulsão Mecânica

Designa qualquer embarcação movimentada por meio de máquinas ou motores.

Embarcação à Vela

Designa qualquer embarcação sob propulsão exclusiva a vela.

Embarcação Engajada na Pesca

Designa qualquer embarcação pescando com redes, linhas, redes de arrasto ou qualquer outro equipamento de pesca que restrinja sua manobrabilidade.

Hidroavião

Qualquer aeronave projetada para manobra sobre a água.

Embarcação Sem Governo

Designa uma embarcação que, por alguma circunstância excepcional, se encontra incapaz de manobrar como determinado por estas regras e, portanto, está incapacitada de se manter fora da rota de outra embarcação.

Embarcação com Capacidade de Manobra Restrita

Designa uma embarcação que, devido à natureza de seus serviços, se encontra restrita em sua capacidade de manobrar como determinado por estas regras e, portanto, está incapacitada de se manter fora da rota de outra embarcação.

Embarcação Restrita devida ao seu Calado

Designa a embarcação de propulsão mecânica que, devido ao seu calado em relação à profundidade disponível, está com severas restrições quanto a sua capacidade de se desviar do rumo que está seguindo.

Embarcação em Movimento

Se aplica a todas as embarcações que não se encontram fundeadas, amarradas a terra ou encalhadas.

Embarcações no Visual

Quando uma embarcação pode ser observada pela outra visualmente.

Embarcações com Capacidade de Manobra Restrita

Engajadas na Pesca

Engajadas em Serviço de:

  • Colocação, manutenção ou retiradas de sinais de navegação.
  • Cabos ou tubulações submarinas.
  • Dragagem e trabalhos submarinos
  • Levantamento hidrográfico ou oceanográfico.
  • Reabastecimento no mar.
  • Transferência no mar de pessoas, provisões ou carga.
  • Lançamento ou recolhimento de aeronaves.
  • Operações de varredura de minas.
  • Reboque.

Devido ao Calado em Função da Profundidade Disponível

Visibilidade

Visibilidade Restrita é a visibilidade prejudicada por:

  • Névoa
  • Nevada
  • Nevoeiro
  • Tempestade de areia
  • Chuvas pesadas
  • Outras causas semelhantes

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