Amarras

A ligação de ÂNCORA com a embarcação se faz pela AMARRA.

A AMARRA ideal deverá:

  • Ser suficientemente forte para suportar o barco seguramente no fundeio.
  • Ter alguma elasticidade para reduzir o esforço sobre um cunho ou outra peça no convés da embarcação.
  • Ser razoavelmente leve para não afetar o desempenho do barco ou ser de difícil manuseio.
  • Tencionar horizontalmente a haste da âncora para assegurar a ela, o máximo “PODER DE UNHAR”
  • Ser compatível com o sistema de içamento existente (molinete ou cabrestante).
  • Ser de estivagem (armazenamento) fácil.
  • Ser resistente a abrasão para suportar fundos ásperos como o coral.

 

QUARTELADA (DE AMARRA)

A AMARRA é constituída de QUARTÉIS.  Um QUARTEL tem um comprimento de aproximadamente 25 metros de AMARRA. A quartelada, comprimento total da amarra paga, é chamada de FILAME e pode ser definida como a relação entre a PROFUNDIDADE DO LOCAL mais a BORDA LIVRE e o NÚMERO DE QUARTÉIS PAGOS (postos para fora do barco).

“A maioria dos textos sobre o assunto concordam que a RELAÇÃO 8:1 é a melhor para o ‘PODER DE UNHAR” projetado e sempre será melhor usarmos amarra de mais do que de menos.

Ao determinarmos o COMPRIMENTO DE AMARRA (ou filame) a ser paga devemos ter atenção para dois pontos importantes:

  • Qual a ALTURA DA PROA até a superfície da água
  • Qual a AMPLITUDE DA MARÉ no local.

Imaginemos que fundeamos em 3 metros de água e pagamos 18 metros de AMARRA, ou seja, uma relação bastante razoável de 6:1 (18/3).

Porém se nossa proa está 1,5 acima da superfície a relação cai imediatamente para 4:1 (18/4,5).  Seis horas depois a maré subiu outro 1,5m. E temos agora uma relação de 3:1 (18/6), ou seja, exatamente a metade da relação teórica inicial e MUITO POUCA AMARRA PARA UM FUNDEAR SEGURO.

QUARTELADA (DE AMARRA)

A AMARRA é constituída de QUARTÉIS.  Um QUARTEL tem um comprimento de aproximadamente 25 metros de AMARRA. A quartelada, comprimento total da amarra paga, é chamada de FILAME e pode ser definida como a relação entre a PROFUNDIDADE DO LOCAL mais a BORDA LIVRE e o NÚMERO DE QUARTÉIS PAGOS (postos para fora do barco).

“A maioria dos textos sobre o assunto concordam que a RELAÇÃO 8:1 é a melhor para o ‘PODER DE UNHAR” projetado e sempre será melhor usarmos amarra de mais do que de menos.

Amarra Mista (5 vezes)

É a AMARRA em que as embarcações adotam, sendo aquela que conduz ao uso de um pequeno comprimento de corrente (2 a 10m.) conectada a ÂNCORA e, a outra extremidade, a um longo comprimento de cabo de nylon ou outra composição amarrado a embarcação.

Amarra de Corrente (3 vezes)  

É a AMARRA totalmente em corrente, ou seja da ÂNCORA até a embarcação, normalmente usada em embarcações de grandes portes.

* O conteúdo deste post é de autoria e responsabilidade do autor. O Blog Pesca de Oceano não se responsabiliza pelo seu conteúdo.

ÂNCORAS – o efeito das forças da natureza

ÂNCORAS – o efeito das forças da natureza

O maior dos efeitos é o do VENTO que produz uma força média de 150 kg sobre um barco de 12 m (40’) quando com uma intensidade de cerca de 20 nós.  Mesmo que sem vento, se tivermos uma CORRENTE de aproximadamente 5 nós, o esforço sobre o mesmo barco será também de 150 kg.  Temos ainda a considerar as ONDAS.  Elas tendem a ser cíclicas o que resulta em PICOS DE ESFORÇO relativamente fortes.

Isso significa que sempre que tivermos:

– Barcos com muita “VELA”, ou seja, muitas superestruturas, como é o caso de lanchas com “FLYING BRIDGES” (TIJUPÁ) e de veleiros em geral devido à presença de mastro (s), e ou:

– Barcos que costumam fundear em locais ventosos.

ATENÇÃO:

A força do VENTO sobre um objeto varia a grosso modo com o quadrado de sua velocidade (ex.:  a força de um vento de 20 nós é 4 vezes maior que a força de um vento de 10 nós).

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ÂNCORAS – Quais as características de uma boa âncora

ÂNCORAS – Quais as características de uma boa âncora

  • Poder ser largada rapidamente e reposicionada se o vento e a corrente se modificarem;
  • Segurar bem em todos os tipos de fundo: areia, lodo, cascalho, pedras, corais, etc…
  • Resistir a elevados esforços em qualquer parte de sua estrutura;
  • Poder ser solta do fundo com facilidade e sem avarias;
  • Poder ser guardada adequadamente sobre o convés, em um paiol ou mesmo em um escovem.

QUE TAMANHO DE ÂNCORA PRECISAMOS?

Quanto maior, melhor, é a resposta certa, desde que respeitando certa proporcionalidade entre TAMANHO (peso) e DESLOCAMENTO do barco.

Embora âncoras leves e pequenas possam ter ótimo desempenho em condições normais de fundo e de fundeio, elas possivelmente não “UNHARÃO” em fundos duros ou se entortarão quando submetidas a esforços provenientes do giro do barco.  Assim, achamos que, independentemente do tipo de barco, âncoras tipo “patas” com menos de 10 kg (20 Lbs) e âncoras tipo “arado” com menos de 17,5 kg (35 Lbs) não devem ser usadas.

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ÂNCORAS – Como elas trabalham?

ancora-ferroAs âncoras, comumente chamadas de “Ferro” são peças de aço de forma especial e com um peso adequado ao deslocamento das embarcações e que desempenham o importante papel de mantê-las firmes em um fundeadouro longe de pedras, arrebentações ou outros perigos.

 

As âncoras se “enterram” no leito do mar para segurar um barco em determinada posição.  Quando uma âncora penetra na superfície do leito do mar, a sucção criada pela qualidade do fundo, mais o peso da própria âncora e o material acima dela (a amarra) criam uma resistência.  Quando o barco “PORTA” (puxa) pela amarra a âncora tende a se enterrar mais criando, pois uma resistência ainda maior.

Esta resistência que passaremos a chamar de “PODER DE UNHAR” (capacidade de segurar) em uma âncora moderna é formidável ficando entre 10 a 200 vezes o seu peso em FUNDOS DE AREIA.

Isso significa que uma âncora de apenas 2,5 kg. (5 libras) poderá suportar um esforço em torno de 500 kg. (1000 libras).

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Movimentos da embarcação no mar agitado parte 8

OUTRAS TERMINOLOGIAS

  • FUNDO: Parte inferior do barco.
  • BUEIRO: Serve para esgotar a água embarcada.
  • VERDUGO: Proteção no costado da embarcação.
  • CROQUE: Peça que serve para recolher objeto na água ou para puxar ou empurrar a embarcação para o cais.
  • BARLAVENTO: Lado ou direção de onde entra o vento.
  • DEFENSAS: Acessório para defender a embarcação quando atracada ou a contra bordo.
  • SOTAVENTO: Lado ou direção para onde vai o vento.
  • ORÇAR: Aproximar a proa do barco da direção que o vento sopra.
  • ARRIBAR: Afastar a proa do barco da direção que o vento sopra.

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