Movimentos da embarcação no mar agitado parte 2

Movimentos da embarcação no mar agitado parte 2

MOVIMENTOS LINEARES

DESLIZAMENTO LATERAL

Rápido movimento lateral como o mar de través.  O deslizamento lateral associado a um forte balanço pode conduzir a um emborcamento.

DESLIZAMENTO PARA VANTE

Rápido movimento para avante (no sentido Proa-popa) quando “descendo” uma onda.

 

QUEDA LIVRE

Rápido movimento para baixo quando caindo no “cavado de uma onda”.

OBSERVAÇÃO:

Os movimentos Rotativos e Lineares apresentados estão sempre associados entre si, de dependem fundamentalmente do estado do mar.

* O conteúdo deste post é de autoria e responsabilidade do autor. O Blog Pesca de Oceano não se responsabiliza pelo seu conteúdo.

Movimentos da embarcação no mar agitado parte 1

Movimentos da embarcação no mar agitado parte 1

MOVIMENTOS ROTATIVOS

BALANÇO (lateralmente)

Movimento de oscilação de um bordo para outro. Dependendo do estado do mar o balanço pode atingir valores elevados (p.ex. 40º). Um balanço rápido demonstra boa estabilidade. O balanço lento, ao contrário, indica estabilidade deficiente e pode vir a ser extremamente perigoso em mares agitados.

 

CATURRO (frontalmente) 

Movimento de oscilação vertical no sentido proa-popa. Normalmente não atinge valores muito grandes, ficando por volta de mais ou menos 10º.  Quando a embarcação neste movimento “fura” uma onda, sofre considerável esforço em sua estrutura, podendo sofrer várias avarias.

 

CABECEIO (diagonalmente)  

Movimento de oscilação horizontal no sentido de proa-popa.  Também não atinge valores muito grandes (mais ou menos 5º) e é menos perigoso e o menos perigoso e o menos desconfortável dos movimentos rotativos.

* O conteúdo deste post é de autoria e responsabilidade do autor. O Blog Pesca de Oceano não se responsabiliza pelo seu conteúdo.

Outriggers Parte 2

Outriggers Parte 2

Outriggers Parte 2

Como já sabemos os outriggers, são acessórios muito importantes na pesca oceânica, no mercado existem diversas marcas, modelos e tamanhos (de 12 a 30 pés ou maior), todas importadas), eles podem ser instalados em qualquer tipo e tamanho de embarcação. Com a diversidade de marca e modelos, os acessórios para sua montagem e customização se multiplicam, bases, curva dos cachimos, varas, passadeiras, cabos, clipes, etc …

O funcionamento básico do outrigger, compreende na abertura da posição das varas, projetando-se para fora dos bordos, onde as linhas são presas a clipes que estão fixados nos cabos, que hasteiam os clipes para as extremidades das varas distanciando as linhas e as respectivas iscas da trilha de turbulência e espuma, a linha se desprenderá automaticamente do clipe quando houver um ateque de peixe.

Nessa postagem falaremos sobre a montagem básica e seus acessórios, para melhorar a performance da sua pescaria.

Após a instalação das bases nas bordas ou guarda mancebos, deve-se seguir a sequência de montagem abaixo:

– Fixar as varas nas bases na posição aberta para uso , para medir o cabo e o elástico da roldana ou anel de vidro.

– Após a medição do cabo e elástico, passar o cabo pelas passadeiras e pelo interior da roldana ou anel de vidro.

– Colocar no cabo pelas duas pontas os anteparos anti-trava(bolas cortiça ou bóias)

– Fixar os clipes de semi-travamento das linhas

– Fixar o elástico com anel de vidro ou roldana numa posição que estique o cabo e o elástico criando uma tensão curvando sensilvélmente a vara, isso ajuda o trabalho das iscas e dos clipes para não ficarem se soltando facilmente durante o corrico.

Se tiverem dúvidas ou precisem saber algo mais sobre os assuntos aqui postados, entre em contato através do blogue.

Abaixo seguem imagens de outriggers, até a próxima !!!!

* O conteúdo deste post é de autoria e responsabilidade do autor. O Blog Pesca de Oceano não se responsabiliza pelo seu conteúdo.

SOBRE O AUTOR

Marcelo de Agostini

Marcelo de Agostini, natural do Rio de Janeiro pratica regularmente as atividades de pesca e caça submarina desde que tinha seis anos de idade, já pescou em todas as modalidades de pesca em água salgada. Faz pesca embarcada como comandante desde os seus quinze anos, quando pescava nas lagoas de Maricá/RJ e depois mar aberto. Participou de equipes em inúmeros torneios de diversas modalidades (Pesca Oceânica, Pesca Costeira de Fundo, Pesca em Baía), com dezenas de vitórias e vários pódios nessas competições. Participou de quatro edições do IGFA Offshore World Championship no México. Pratica pesca costeira, oceânica, noturna, de baía, de lagoas e de costões utilizando diversos equipamentos, técnicas e estratégias para cada tipo, local ou espécime alvo.

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Dados não lineares da embarcação

DESLOCAMENTO

Ou seja, O QUE A EMBARCAÇÃO DESLOCA em peso de água quando flutuando em águas tranqüilas. Toda embarcação tem um deslocamento MÁXIMO, quando com óleo, água, gênero, tripulante e etc. a bordo; e um deslocamento MÍNIMO, quando inteiramente descarregado. (O DESLOCAMENTO É EXPRESSO EM TONELADAS DE 1000 KG.)

TONELAGEM DE PORTE BRUTO

Nada mais é que A DIFERENÇA entre o deslocamento máximo e o mínimo.

PESO MÁXIMO DE CARGA

A tonelagem de porte bruto (tpb), diminuída do peso do combustível, de água, gênero etc., nos dará o PMC da embarcação (em função do qual é calculada a lotação máxima).

ARQUEAÇÃO

É um VALOR NUMÉRICO ADIMENSIONAL calculado em função de diversos parâmetros de construção naval. Embarcações com valor de arqueação superior ou igual a 20 metros necessitam Ter um “Certificado de Arqueação” (expedido pela Diretoria de Portos e Costas). As embarcações com valor de arqueação inferior a 20 metros necessitam apenas “Notas de Arqueação” expedidas pelas próprias Capitanias dos Portos.

DADOS NÃO LINEARES DA EMBARCAÇÃO

* O conteúdo deste post é de autoria e responsabilidade do autor. O Blog Pesca de Oceano não se responsabiliza pelo seu conteúdo.

Quando usar um Flap?

Quando usar um Flap?

No post anterior falamos sobre as orientações na hora de comprar um Flap.

Agora a pergunta, meu barco precisa de um Flap?

Depende para que. O Flap possui duas funções principais, regular a torção no eixo bombordo x boreste e a torção no eixo popa x proa.

A regulagem da torção bombordo x boreste é usada para:imagesI2VEPLN5

  • Manter o barco reto durante a navegação no sentido BB/BE quando na distribuição das pessoas a bordo. Sempre temos aquele amigo mais gordinho, ou aquelas amigas que querem ficar juntas todas de um lado do barco!
  • Na navegação com vento de través, o barco tende a navegar torto para o bordo contrario ao vento.

A regulagem da torção popa x proa é usada para:

  • Na navegação, abaixar a proa do barco, quando houver muito peso na popa do barco (os passageiros estiverem sentados na popa).
  • Na navegação, abaixar a proa do barco em uma situação de navegação com mar de bochecha, desta forma o barco mantem a proa mais abaixada e o barco bate e pula menos.
  • Na navegação, abaixar a proa do barco em uma situação de navegação com mar de proa, desta forma o barco mantem a proa mais abaixada e o ‘V’ do barco atua melhor cortando as ondas e o barco bate menos.
  • No planeio, ajudar o barco a planar seja no mar calmo ou bravo, nesta situação se consegue diminuir a velocidade de planeio do barco.

Muitos barcos com defeito de projeto precisam sair com flaps de fabrica seja para corrigir uma má distribuição de peso no sentido bombordo x boreste ou por dificuldade de planeio.

No meu entender o Flap deve ser um item de conforto no barco, que permita a regulagem da navegação do barco de acordo ao tipo de mar enfrentado e da distribuição dos passageiros e cargas.

Combinado ao Flap também temos a posição do trim do Motor. Falaremos nos nossos próximos post sobre este assunto.

* O conteúdo deste post é de autoria e responsabilidade do autor. O Blog Pesca de Oceano não se responsabiliza pelo seu conteúdo.

Outrigger Parte 1

Outrigger Parte 1

Grampos e Destorcedores Parte 1

Os outriggers, são acessórios muito importantes na pesca oceânica, consiste na instalação de bases fixas, onde se firmam hastes semi-rígidas de variados materiais (alumínio, fibra de vidro, fibra de carbono, bambús, etc …), as hastes são geralmente removíveis e retráteis, esse equipamento foi projetado para distânciar as iscas da embarcação e evitar enroscos em dias de muito vento e nas curvas mais fechadas e também  rastro de espuma gerado pela propulsão dos hélices na popa, posicionando as iscas na agua limpa e sem turbulência.

No mercado existem diversas marcas e modelos com vários tamanhos (de 12 a 30 pés ou maior) de outriggers (todas importadas), eles podem ser instalados em qualquer tipo de embarcação, nas lanchas de maior porte (acima de30 pés) sportfisheman (cabinadas), são grandes tubos cônicos de alumínio, reforçados com estaiamento de cabos de aço, com braços articulados  fixados nas bordas logo no início da estrutura da cabine , nas lanchas center console com T-top geralmente as basas das hastes são fixadas nas laterais do T-top,na altura do piloto, as hastes são geralmente de alumínio, retrátil e de redução tipo telescópio, também é muito comum na lancha center console, principalmente sem T-top, onde as bases são fixadas nos bordos na altura  comando onde fica o piloto.

Existem diversos tipos de outriggers, bases para os mesmos e também acessórios que são utilizados para esse fim, principamente em embarcações menores, rod holders (espera de caniço) extendidos e giratórios, que podem ser fixados em guarda mancebos, bordas e mesmo dentro de outro porta-caniço fixo, dezenas de combinações e alternativas podem podem ser adptadas para esse fim, irá variar da necessidade e situação de cada barco.

Abaixo seguem imagens de outriggers.

Na próxima postagem falaremos mais de como montar e usar o equipamento, até a próxima !!!!

SOBRE O AUTOR

Marcelo De Agostini

Marcelo de Agostini, natural do Rio de Janeiro pratica regularmente as atividades de pesca e caça submarina desde que tinha seis anos de idade, já pescou em todas as modalidades de pesca em água salgada. Faz pesca embarcada como comandante desde os seus quinze anos, quando pescava nas lagoas de Maricá/RJ e depois mar aberto. Participou de equipes em inúmeros torneios de diversas modalidades (Pesca Oceânica, Pesca Costeira de Fundo, Pesca em Baía), com dezenas de vitórias e vários pódios nessas competições. Participou de quatro edições do IGFA Offshore World Championship no México. Pratica pesca costeira, oceânica, noturna, de baía, de lagoas e de costões utilizando diversos equipamentos, técnicas e estratégias para cada tipo, local ou espécime alvo.

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